Amar a Deus com Tudo o que Somos
Reflexão Expositiva sobre Mateus 22:37
“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” — Mateus 22:37 (ARA)
Qual é a coisa mais importante que Deus espera de nós?
Talvez alguém respondesse: obedecer aos mandamentos. Outro poderia dizer: frequentar a igreja, estudar as Escrituras, orar, servir ao próximo, evangelizar ou viver uma vida moralmente correta.
Todas essas coisas possuem seu lugar na vida cristã. Entretanto, quando perguntaram a Jesus qual era o grande mandamento da Lei, Sua resposta não começou com uma atividade.
Começou com um relacionamento: “Amarás o Senhor, teu Deus.” E Jesus não parou aí. Não disse apenas que devemos amar a Deus. Disse que devemos amá-Lo com tudo o que somos: de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento.
Essa resposta nos mostra que Deus não deseja ocupar apenas uma pequena área de nossa existência. Ele não quer ser acrescentado à nossa agenda como mais um compromisso entre tantos outros.
Ele é Senhor. E o maior mandamento nos chama para uma vida completamente orientada para Ele.
A pergunta feita a Jesus
Mateus registra o contexto:
“E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?” — Mateus 22:35–36 (ARA)
Jesus estava sendo questionado por líderes religiosos. Naquele tempo, os estudiosos da Lei discutiam os diversos mandamentos das Escrituras e procuravam compreender quais possuíam maior peso.
A pergunta parecia simples: Entre todos os mandamentos, qual é o principal?
Jesus responde citando Deuteronômio 6:5:
“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” — Deuteronômio 6:5 (ARA)
Essas palavras faziam parte do Shema, uma das mais importantes confissões de fé de Israel.
Antes delas encontramos:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” — Deuteronômio 6:4 (ARA)
Primeiro vem a declaração sobre quem Deus é. Depois vem a resposta humana: amar esse Deus com tudo o que somos.
“Amarás o Senhor”
A primeira palavra fundamental é: amarás.
Isso é extraordinário. O maior mandamento não é simplesmente: “Temerás.” “Servirás.” “Obedecerás.”
Embora todas essas coisas façam parte da relação com Deus, Jesus coloca no centro: “Amarás.”
O cristianismo bíblico não consiste apenas em cumprir regras. É possível obedecer externamente e possuir um coração distante de Deus. É possível frequentar cultos, conhecer doutrinas, participar de atividades religiosas e ainda assim transformar tudo em uma rotina sem amor.
Deus deseja mais do que comportamento exterior. Ele deseja o coração.
Podemos obedecer sem amar
Esse é um perigo particularmente sério para quem conhece bem a vida religiosa. Uma pessoa pode desenvolver hábitos cristãos sem perceber que sua comunhão com Deus esfriou.
Continua indo à igreja. Continua lendo a Bíblia. Continua orando. Continua falando sobre Deus. Mas aquilo que antes era relacionamento começa a tornar-se apenas obrigação.
Jesus advertiu a igreja de Éfeso:
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.” — Apocalipse 2:4 (ARA)
A igreja possuía várias qualidades. Era trabalhadora. Perseverante. Doutrinariamente vigilante. Mesmo assim, algo fundamental havia se perdido.
Isso nos ensina uma verdade desconfortável: podemos fazer muitas coisas para Deus e, ainda assim, permitir que nosso amor por Ele esfrie.
O amor a Deus não é apenas sentimento
Por outro lado, precisamos evitar o erro contrário. Amar a Deus não significa apenas sentir emoções religiosas. Existirão momentos de grande alegria espiritual. Haverá cultos que nos emocionarão. Orações em que sentiremos profundamente a presença de Deus. Mas sentimentos variam.
O amor bíblico possui também uma dimensão concreta de fidelidade.
Jesus disse:
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” — João 14:15 (ARA)
Portanto, não podemos separar amor e obediência. Obedecer sem amar pode produzir religiosidade fria. Dizer que amamos enquanto desprezamos a vontade de Deus produz sentimentalismo vazio.
O amor verdadeiro deseja agradar aquele que ama.
“O Senhor, teu Deus”
Jesus não fala de uma força impessoal. Não fala de uma energia espiritual. Ele diz: “O Senhor, teu Deus.”
Existe relacionamento. O Deus infinito e soberano se revela e chama pessoas para pertencerem a Ele. A expressão também nos lembra que Deus não deve ocupar apenas um espaço religioso em nossa vida. Ele é Senhor.
Isso significa autoridade. Não somos nós que determinamos quem Deus deve ser. Não moldamos Deus segundo nossas preferências. Nós nos submetemos àquilo que Ele revelou sobre Si mesmo.
Amar a Deus inclui reconhecê-Lo como Deus.
“De todo o teu coração”
Na linguagem bíblica, o coração representa muito mais do que sentimentos. Ele está relacionado ao centro da pessoa: desejos, vontades, decisões, motivações e afetos.
Portanto, amar a Deus de todo o coração significa que Ele deve ocupar o centro de nossas afeições. Isso nos obriga a fazer uma pergunta: O que realmente ocupa meu coração?
Podemos descobrir parte da resposta observando aquilo em que pensamos constantemente. Aquilo que mais desejamos. Aquilo que mais tememos perder. Aquilo de que precisamos para sentir que nossa vida possui valor.
Qualquer coisa boa pode transformar-se em ídolo quando ocupa o lugar que pertence a Deus. Dinheiro. Carreira. Relacionamentos. Família. Reconhecimento. Aparência. Ministério.
Até mesmo nossas próprias convicções podem tornar-se fonte de orgulho.
Amar a Deus de todo o coração significa dizer: “Nada pode ocupar em mim o lugar que pertence somente ao Senhor.”
Deus não aceita dividir o trono
Uma das grandes tentações humanas é querer Deus sem abandonar nossos ídolos. Queremos Deus e o dinheiro. Deus e nossa autonomia. Deus e nossa necessidade de aprovação. Deus e nossos pecados preferidos.
Mas o primeiro mandamento já declarava:
“Não terás outros deuses diante de mim.” — Êxodo 20:3 (ARA)
O problema dos ídolos modernos é que raramente possuem estátuas. Eles podem morar silenciosamente dentro do coração. Às vezes descobrimos nossos ídolos justamente quando algo ameaça tirá-los de nós.
Nossa reação revela quanto dependíamos deles.
“De toda a tua alma”
A palavra “alma”, nesse contexto, aponta para nossa própria vida, nosso ser. Jesus está falando de uma devoção que envolve a pessoa inteira.
Não existe uma parte de nossa vida que possa ser declarada território independente de Deus. Nossa vida espiritual pertence a Ele. Mas também: nosso trabalho, nossos relacionamentos, nosso corpo, nosso dinheiro, nosso tempo, nossos projetos, nosso descanso, nossas escolhas particulares.
Não existe uma divisão bíblica na qual Deus governa o domingo enquanto nós governamos sozinhos o restante da semana.
Amar a Deus de toda a alma significa: “Minha vida pertence a Ti.”
O cristianismo não é apenas para domingo
Talvez essa seja uma das aplicações mais necessárias desse texto. É relativamente fácil parecer cristão dentro de um ambiente cristão.
A questão é: Como vivemos quando saímos dele? Como tratamos nossa família? Como trabalhamos quando ninguém está observando? Como utilizamos dinheiro? O que assistimos? O que fazemos na internet? Como reagimos quando somos contrariados? Como tratamos quem não pode nos oferecer nada?
Nossa fé precisa atravessar a porta da igreja conosco. Se Deus é Senhor, Ele é Senhor também na segunda-feira.
“De todo o teu entendimento”
Mateus registra ainda: “de todo o teu entendimento.”
Isso possui enorme importância. A fé cristã não exige que desliguemos nossa mente. Pelo contrário. Somos chamados a amar a Deus também através dela. Estudar as Escrituras. Conhecer a verdade. Examinar ensinamentos. Pensar biblicamente. Desenvolver discernimento.
Paulo escreve:
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...” — Romanos 12:2 (ARA)
Nossa mente também precisa ser discipulada.
Amar a Deus envolve conhecê-Lo
É difícil amar profundamente alguém que não conhecemos. Da mesma forma, crescer no amor a Deus envolve crescer no conhecimento de quem Ele é. Por isso, estudar teologia não precisa ser uma atividade fria.
Quando corretamente compreendida, teologia significa aprender sobre Deus. Conhecer Sua santidade. Sua graça. Sua justiça. Sua misericórdia. Sua soberania. Sua fidelidade. Seu plano de redenção.
Quanto mais contemplamos corretamente quem Deus é, mais razões encontramos para adorá-Lo. O conhecimento bíblico deveria produzir não apenas informação. Deveria produzir adoração.
Mas conhecimento sem amor também é perigoso
Paulo adverte:
“O saber ensoberbece, mas o amor edifica.” — 1 Coríntios 8:1 (ARA)
Podemos conhecer muitos termos teológicos e ainda sermos espiritualmente arrogantes. Podemos conhecer hebraico e grego. Podemos dominar sistemas doutrinários. Podemos vencer debates. E ainda assim tratar pessoas de maneira incompatível com Cristo.
Conhecimento bíblico que produz apenas orgulho perdeu alguma coisa pelo caminho. Quanto mais conhecemos verdadeiramente a Deus, mais deveríamos perceber Sua grandeza e nossa dependência.
A boa teologia deveria nos tornar mais humildes, não mais vaidosos.
Jesus acrescenta um segundo mandamento
Depois de responder à pergunta, Jesus continua:
“O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Mateus 22:39 (ARA)
Isso é muito importante. O amor a Deus inevitavelmente produz consequências na maneira como tratamos pessoas.
João escreve:
“Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso...” — 1 João 4:20 (ARA)
Não podemos separar as duas coisas. O amor ao próximo não substitui o amor a Deus. Mas o verdadeiro amor a Deus começa a aparecer em nossos relacionamentos.
A ordem importa
Jesus coloca primeiro: amar a Deus.
Depois: amar o próximo.
Essa ordem é importante. Se tentarmos definir amor ao próximo sem Deus, acabaremos construindo nossa própria definição de amor.
Mas quando Deus ocupa o primeiro lugar, aprendemos com Ele o que significa amar verdadeiramente. O próprio Cristo se torna nosso padrão.
Amamos porque fomos amados. Perdoamos porque fomos perdoados. Servimos porque Cristo nos serviu. Demonstramos misericórdia porque recebemos misericórdia.
“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”
Jesus conclui:
“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” — Mateus 22:40 (ARA)
Que declaração extraordinária. Toda a revelação moral das Escrituras encontra nesses dois mandamentos uma grande síntese: amar a Deus e amar o próximo.
Isso não significa que os demais ensinamentos bíblicos se tornaram desnecessários. Pelo contrário. Eles nos ajudam a compreender como esse amor deve ser vivido.
A Lei mostra que amor não é uma palavra vazia que podemos definir como quisermos. O amor possui forma. Possui direção. Possui conteúdo moral.
O pecado é, em última análise, um problema de amor
Essa perspectiva nos ajuda também a compreender o pecado.
Por que mentimos? Porque naquele momento amamos alguma coisa mais do que amamos a verdade e a Deus.
Por que cultivamos inveja? Porque desejamos aquilo que pertence ao outro.
Por que transformamos dinheiro em ídolo? Porque confiamos nele mais do que em Deus.
Por que buscamos desesperadamente aprovação? Porque o reconhecimento das pessoas tornou-se precioso demais.
Muitos pecados revelam uma desordem de nossos amores.
Não basta simplesmente perguntar: “O que estou fazendo de errado?”
Às vezes precisamos perguntar: “O que meu coração está amando mais do que deveria?”
Ninguém cumpre perfeitamente esse mandamento
Aqui precisamos ser sinceros. Quem pode dizer: “Amei a Deus durante toda a minha vida, com todo o coração, toda a alma e todo o entendimento, sem nenhuma falha”?
Ninguém.
Esse mandamento não apenas nos mostra como devemos viver. Ele também revela nossa incapacidade.
Todos nós falhamos em amar a Deus como Ele merece. Nos distraímos. Criamos ídolos. Amamos a nós mesmos. Buscamos nossos interesses. Esquecemos Deus.
Isso significa que precisamos de algo maior do que bons conselhos. Precisamos de um Salvador.
Cristo cumpriu aquilo que nós não conseguimos cumprir
Aqui encontramos o Evangelho. Jesus não apenas ensinou o maior mandamento. Ele viveu em perfeita obediência ao Pai. Onde nós falhamos, Cristo foi fiel. E então foi à cruz pelos pecadores.
Nossa salvação não está fundamentada na intensidade de nosso amor por Deus. Está fundamentada primeiramente no amor de Deus por nós.
João escreve:
“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” — 1 João 4:10 (ARA)
Isso muda completamente nossa perspectiva. Não amamos para sermos salvos. Amamos porque fomos alcançados pelo amor de Deus em Cristo.
“Nós amamos porque ele nos amou primeiro”
Poucos versículos depois, João resume:
“Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” — 1 João 4:19 (ARA)
Aqui está a fonte da vida cristã. Nosso amor é resposta. Deus tomou a iniciativa. Quando compreendemos a cruz, percebemos que não estamos tentando conquistar o amor de Deus através de nossa devoção.
Estamos respondendo ao amor que recebemos. Obediência deixa de ser tentativa de comprar aceitação. Passa a ser resposta de gratidão.
Como saber se Deus ocupa realmente o primeiro lugar?
Essa pergunta exige mais do que uma resposta verbal. Quase todo cristão responderia: “Deus é o primeiro na minha vida.”
Mas precisamos examinar nossa rotina. O que recebe nossa melhor energia? O que domina nossos pensamentos? O que orienta nossas decisões? O que fazemos quando a vontade de Deus entra em conflito com nossos desejos? Onde buscamos segurança? O que não conseguimos imaginar perder?
A verdadeira prioridade de nosso coração aparece especialmente quando precisamos escolher.
Amar a Deus quando Ele diz “não”
Talvez uma das maiores provas de nosso amor aconteça quando Deus não faz aquilo que desejamos.
É relativamente fácil dizer que Deus está em primeiro lugar quando Sua vontade coincide com a nossa.
Mas e quando não coincide? Quando uma porta fecha? Quando uma oração parece não receber resposta? Quando precisamos abandonar algo que desejávamos?
Nesse momento aparece uma pergunta profunda: Eu amo Deus ou amo principalmente aquilo que espero receber dEle?
A fé madura aprende a dizer: “Senhor, não compreendo, mas continuo pertencendo a Ti.”
Amar a Deus nas pequenas coisas
Às vezes imaginamos que demonstrar grande amor por Deus exige feitos extraordinários. Mas normalmente esse amor aparece nas decisões comuns.
Escolher falar a verdade quando seria mais conveniente mentir. Perdoar. Recusar uma tentação. Ser honesto no trabalho. Ajudar alguém sem procurar reconhecimento. Separar tempo para oração. Abrir as Escrituras quando existem dezenas de distrações. Controlar uma palavra que machucaria. Demonstrar paciência.
A fidelidade cotidiana é uma das linguagens do amor.
Aplicação para nossa vida
Mateus 22:37 nos convida a uma avaliação profunda:
Deus ocupa realmente o primeiro lugar em minha vida ou apenas afirmo que ocupa?
Minha vida cristã ainda nasce do amor ou tornou-se apenas rotina?
Existe alguma coisa disputando com Deus o centro do meu coração?
Minha fé está presente apenas em atividades religiosas ou alcança toda a minha vida?
Tenho amado a Deus também com minha mente, estudando seriamente Sua Palavra?
Meu conhecimento bíblico tem produzido humildade ou orgulho?
Minha maneira de tratar o próximo confirma meu amor por Deus?
Quando Deus diz “não”, continuo confiando nEle?
Obedeço para tentar conquistar o amor de Deus ou porque já fui alcançado pela graça?
Se alguém observasse minhas prioridades durante uma semana, concluiria que Deus realmente é meu maior tesouro?
Não são perguntas para produzir uma culpa vazia. São perguntas para revelar nosso coração e nos conduzir novamente a Cristo.
Um mandamento para toda a vida
Ninguém chega ao ponto em que pode dizer: “Já amo a Deus suficientemente.”
Sempre existe espaço para crescer. Conhecê-Lo mais. Confiar mais. Obedecer mais. Adorá-Lo mais profundamente. Entregar áreas que ainda tentamos controlar.
O maior mandamento não é uma tarefa que riscamos da lista depois de concluída. É uma direção para toda a caminhada cristã.
Conclusão
Quando perguntaram a Jesus qual era o grande mandamento, Ele poderia ter apresentado uma longa explicação.
Em vez disso, respondeu:
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” — Mateus 22:37 (ARA)
Todo o coração. Toda a alma. Todo o entendimento. Não algumas horas do domingo. Não apenas nossos sentimentos religiosos. Não somente aquilo que sobra depois de todas as outras prioridades. Tudo.
Deus não deseja apenas fazer parte de nossa vida. Ele é o Senhor dela. Mas existe algo ainda mais maravilhoso: aquele que nos ordena amá-Lo é justamente aquele que nos amou primeiro.
Antes de nossa obediência, houve Sua graça. Antes de nossa busca, houve Sua iniciativa. Antes de nosso amor imperfeito, houve Seu amor perfeito. E na cruz encontramos a demonstração definitiva desse amor.
Por isso, a vida cristã não consiste em tentar desesperadamente fazer Deus nos amar. Consiste em descobrir, cada vez mais profundamente, o quanto fomos amados em Cristo — e permitir que essa graça reorganize todo o nosso coração.
Talvez, então, a pergunta mais importante não seja simplesmente: “Eu acredito em Deus?”
Mas: “Deus possui todo o meu coração?”
Porque o maior mandamento não nos chama apenas para conhecer Deus, falar sobre Deus ou realizar coisas para Deus. Ele nos chama para amá-Lo com tudo o que somos.
E quanto mais compreendemos que Ele nos amou primeiro, mais encontramos razões para responder: “Senhor, meu coração, minha vida e minha mente pertencem a Ti.”
Fernando Paulo Ferreira (Fefo)
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